Os gêneros artísticos, na realidade, são movimentos culturais liderados por grupos de artistas com a mesma intenção conceitual, ideológica, técnica e intelectual, ou seja, nesses grupos os caras criam e se expressam baseados em um mesmo tema ou assunto, todos na mesma onda e mesma sintonia, não importanto o local físico, pois um artista capta o consciente coletivo e expressa na tela.
Arte Contemporânea
Para começar essa viagem, vamos do Renascentismo até Arte Contemporânea e Moderna, citando os gêneros mais expressivos. A Arte Moderna é o termo genérico usado para editar a maior parte da produção artística do fim do século XIX até meados dos anos 1970. De lá pra cá, toda a produção, até a mais recente, é chamada de Arte Contemporânea (ou Pós-Moderna).
A Arte Moderna se refere a uma nova abordagem da arte, em um momento que não mais era importante que representasse literalmente um assunto ou objeto através da pintura e da escultura.
Arte Renascentista
O Renascimento Cultural (séculos XV e XVI)
No Renascimento, os elementos artísticos da antiguidade serviam de referência cultural e inspiração para os artistas, colocando o homem como centro do universo. São características desta época o uso da técnica de perspectiva e de conhecimentos científicos e matemáticos para reproduzir a natureza com fidelidade. Nesta época surgiu o uso da tinta à óleo, que buscava aumentar a ilusão de realidade. Entre os mestres, estão Leonardo da Vinci e Michelangelo Buonarroti.
Romantismo (De 1790 a 1850)
Surgiu na Europa, e como o próprio nome já diz, predominava na mente do artista a subjetividade, introspecção, sentimentos e sensações. A literatura romântica, elementos da natureza e o passado são retratados de forma intensa no Romantismo.
Realismo (De 1848 a 1875)
O Realismo se desenvolveu baseado na observação da realidade, na razão e na ciência. O movimento artístico surgiu na França no século XIX. Das influências do Realismo denota-se a reação contra as excentricidades românticas e contra as idealizações da paixão amorosa. A passagem do Romantismo para o Realismo corresponde uma mudança nas formas e nas cores, do belo e ideal para o real e objetivo.
Impressionismo (De 1880 a 1900)
O Impressionismo é um movimento artístico surgido na França no século XIX, na qual criou uma nova visão conceitual da natureza, utilizando pinceladas soltas dando ênfase na luz e no movimento. No Impressionismo a pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
Expressionismo (De 1880 a 1900)
O Expressionismo foi um movimento cultural que surgiu na Alemanha nos primórdios do século XX. Os artistas estavam mais interessados na interiorização da criação artística do que na sua exteriorização, projetando na obra de arte uma reflexão individual e subjetiva. A obra de arte é reflexo direto do mundo interior do artista Expressionista. Costuma ser entendido como a deformação da realidade para expressar mais subjetivamente a natureza e o ser humano. Se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com o padrão de beleza tradicional.
Naturalismo
Retratam a realidade de forma ainda mais objetiva e fiel do que no Realismo.
O Naturalismo é um gênero artístico conhecido por ser a radicalização do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade. A escola esboçou o que pode-se declarar como os primeiros passos do pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin. O Mestre Van Gogh era também Naturalista.
Baseia-se na filosofia de que só as leis da natureza são válidas para explicar o mundo e de que o homem está sujeito a um inevitável condicionamento biológico e social. As obras retratam a realidade de forma ainda mais objetiva e fiel do que no realismo. Por isso, o Naturalismo é considerado uma radicalização desse movimento.
Cubismo (De 1908 a 1915 )
Formas geométricas subliminares
Retratam formas geométricas, como cubos e cilindros, que fazem parte da estrutura de figuras humanas e de outros objetos que pintam. Por isso o movimento ganha ironicamente o nome de Cubismo. No Cubismo, ao pintar, os artistas achatam os objetos, e com isso eliminam a ilusão de tridimensionalidade. Mostram, porém, várias faces da figura ao mesmo tempo.
Surrealismo
Retratam a realidade de forma ainda mais objetiva e fiel do que no Realismo.
Características do Surrealismo: o estilo é a combinação do representativo, do abstrato, do irreal e do inconsciente. Entre muitas de suas metodologias estão a colagem e a escrita automática. Segundo os Surrealistas, a arte deve se libertar das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana, buscando expressar o mundo do inconsciente e dos sonhos. O Surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Um dos seus objetivos é produzir uma arte que, segundo o movimento, estava sendo destruída pelo Racionalismo. Um dos grandes mestres desta época foi Salvador Dali.
O importante em "surfar" na história da arte é compreender as diferentes inspirações e motivos pela qual passa cada gênero artístico, sacando a direção ideológica de grupos de artistas, buscando revolucionar ou mesmo manifestar pontos de vista e sentimentos de uma época, sendo melhor absorvido e entendido por nós quando observamos obras de arte contemporâneas ou antigas.
Hoje em dia, temos obras que serão analisadas e contempladas por outras gerações daqui a 100 anos, revelando nosso cotidiano, ideologias e técnicas, formando outro gênero. Estamos cercados de tecnologia e informação e a classe artística de hoje deve experimentar o uso de ferramentas modernas e expressar arte. Talvez o uso de computadores atualmente tenha o mesmo repúdio quando os primeiros artistas usaram a tinta à óleo no século XV, porém, não menos importante em tempos futuros. Como disse certa vez Mestre Marítmo, o que vale é o "The Man Behind The Camera".
Na próxima edição vamos dar sequência a viagem na história e fazer essa anologia com o surf, abordando gêneros dentro da Arte Moderna, assim torna o assunto mais irado.
Boas artes!
Artistas: Tom Veiga, Erick Wilson, Flávio Caporali, Leandro Silva, Binho Nunes, João Vianey, Fernando Bari, Hilton Alves.
Matéria publicada na PARAFINAmag Edição 41