O fotógrafo Gugah Mariano é carioca da gema, tem 39 anos, casado, pai de 2 filhas e formado em administração de empresas. Longboarder fissurado, retrata surf desde 2003 quando descobriu a fotografia e uniu estas suas duas paixões.
O mar sempre fez parte, mesmo que indiretamente, de sua vida. Ele costuma dizer que seu pai, Oficial da marinha, trazia a maresia de suas viagens ao redor do mundo, quando combateu na segunda guerra. Faleceu, quando Gugah tinha 10 anos de idade. Era um cara culto que ocupava um alto posto na marinha mercante Brasileira. Isso, para um homem negro, pobre dentro da sociedade da época, era para poucos.
Ele partiu, mas não sem antes plantar a semente da fotografia dentro do coração de Gugah. Ele ainda se lembra das exibições de slides que seu pai exibia das viagens ao Havaí, Taiti e principalmente ao Japão, que era o país para o qual ele mais gostava de ir. Sempre admirou a cultura daquele povo. Reuniam os vizinhos no quintal e o pai caprichosamente projetava as imagens na parede lateral de um prédio de apartamentos.
Além dessa semente, seu José Mariano guardou um tesouro dentro do guarda-roupa. Gugah demorou quase 20 anos para descobrir uma câmera fotográfica CANON e suas objetivas. Ele nos conta que quando abriu aquela bolsa olhou pro Céu, agradeceu e disse: “Sou Fotógrafo graças a deus”. Percebeu que aquele legado não poderia ser deixado para trás.
Hoje fotografa com uma Canon 7d dentro e fora dágua. Como é amante do surf de Longboard resolveu especializar-se no registro da galera do pranchão e sempre que pode acompanha a família Longboard pelos campeonatos no Brasil.
(matéria publicada na PARAFINAmag #38)